A Importância Do Feedback Positivo No Ténis De Campo

O feedback positivo poderá ser um paradigma teórico importante, no qual tem contribuído consideravelmente para uma comunicação globalizada do mundo competitivo desportivo. A finalidade do feedback positivo consiste em analisar os princípios comportamentais de produtividade e de rentabilidade do atleta, de forma caracterizar as suas áreas fortes, previamente adquiridas pelas competências performativas desportivas dos próprios atletas, ao longo do seu ciclo de desenvolvimento de metodologia de treino. Estudos científicos sobre o feedback positivo ainda são pouco expressivos em relação à modalidade do ténis de campo. No campo da psicologia comportamental integrada no desporto competitivo, destaca-se o constructo da resiliência, que poderá ser definida por uma capacidade de desenvolvimento de resistência psicomotora do indivíduo relativamente à competição, perante situações iminentes de derrota, ou acontecimentos que tornam o ciclo competitivo do atleta desastroso, perante uma desestruturação das condições complexas de alta competição, derivadas muitas vezes de lesões ou traumas de derrotas com adversários extremamente competitivos em muitos casos. Tecnicamente a resiliência é a habilidade do ser humano de saber lidar ou superar as adversidades competitivas, através de um processo de ensino aprendizagem de correção de erros técnicos- táticos, e até mesmo transformar-se a partir dos imprevistos inevitáveis de derrota em vitórias. Tal capacidade de proteger-se de situações negativas, exige um conjunto de handicaps estratégicos de jogo para que um atleta, ou grupo de atletas possam prevenir primariamente dos efeitos prejudiciais causados pelas adversidades competitivas. Com base neste contexto, o constructo da resiliência questiona as principais características psicológicas dos atletas, segundo as contribuições comunicativas baseadas entre os diálogos do treinador e o atleta em função simbiótica de uma área psicológica positiva denominada coaching. Os principais aspectos referentes ao feedback positivo deve-se muitas vezes à resiliência psicológica do atleta que se caracteriza muitas vezes por fatos históricos, que sejam capazes de dar uma reviravolta sobre a evolução de um quadro situacional negativo de competição, de forma tentar superá-lo para uma vitória durante um ambiente hostil.

Palavras-Chave: feedback positivo , Construto da Resiliência, Resiliência Psicológica, Comunicação.

Christopher Brandão, 16 Maio 2019


17-05-2019, 09:20
Treino Tático Tenístico

Saber o que fazer em cada situação de jogo é complexo ao jogador competitivo, para compreender qual a complexidade da metodologia de treino a ser aplicada numa determinada estratégia táctica. A dúvida temporal quantifica-se pela experiência de jogo, através de uma tomada de decisão de um melhor gesto técnico a ser aplicado durante a competição. Será que o jogador deve deslocar-se para a rede ou ficar no fundo do campo? Qual aplicação de um gesto técnico com potência ou se realiza um amortie? Será que o jogador deve efetuar um lob ou um gesto técnico de direita? Muitas vezes, a complexidade da tomada decisão não foi a melhor pela existência da dúvida, é necessário a razão que gerou um problema de má execução técnica durante a jogada que levou à consequência da perda do ponto.

Estas dúvidas podem aparecer durante o jogo, levando à falta de confiança do atleta e quando acontecem num momento decisivo, podem ser fatais levando a uma derrota. Para melhorar o conhecimento tático de jogo, é necessário que o atleta tenha a clareza e a destreza necessária para tomar a melhor decisão possível e saber qual é a melhor opção de cada jogada num determinado contexto de jogo, onde a probabilidade estatística poderá ser a solução estratégica para aplicação de uma melhor metodologia de treino tático.

A operacionalidade estatística no ténis leva a compreender a complexidade da modalidade definida por um jogo de percentagens com critérios de validade baseado em números e probabilidades de acerto e erro. Torna-se imprescindível que durante as sessões de treino, os treinadores devem realizar treinos específicos relacionados com as táticas de jogo, através da aplicação de esquemas específicos, onde o atleta é automatizado no seu pensamento, de forma a refletir sobre o resultado das suas decisões, mediante as suas aptidões específicas. O treino tático instrumentaliza o jogador à sua inteligência, em prol de uma solução do seu problema.

Quais são os benefícios do treino tático no jogador competitivo?
- Comprova qual a jogada com êxito ou não que deriva de um resultado negativo ou positivo de uma determinada situação de jogo;
- Solidifica a padronização técnica dos conceitos táticos de situações exemplificadas na subida à  rede em deslocamento ascendente, de forma devolver a bola, aplicando um gesto técnico cruzado ou ao fundo do campo,  de forma colocar o adversário a bater a bola em deslocamento e com dificuldades,
- Incentiva continuamente o jogador a utilizar a sua liberdade de escolha, na aplicação do melhor gesto técnico em cada situação de jogo,
- Consciencializa o tenista ao nível das suas potencialidades de jogo e limitações.

Clareza de pensamento

Ao organizar as sessões de treino tático, é importante que sejam incluídas as situações de erros que se repetem com maior frequência nos jogos. É de vital importância que o jogador clarifique na sua mente a informação dada de forma que saiba quais são as melhores opções táticas favoráveis em cada situação de jogo, ou seja, se acontecer uma situação de jogo inédita, terá sempre uma segunda opção. Também é importante que se construam exercícios e pontos em condições semelhantes a uma partida real, atendendo a uma maior diversidade de adversários, será melhor a introdução por parte do treinador de alguns exercícios que servirão de base para criar novos modelos de treino tático. O jogador assimilou a técnica do serviço que deverá ser o gesto técnico mais importante no ténis, terá de compreender qual a melhor maneira de lidar como o jogador adversário na resposta ao serviço, o que faz muito a diferença na qualidade técnica. Os gestos técnicos usados para responder o serviço são o forehand e o backhand, mas as características específicas destes golpes de fundo adquirem durante a devolução uma complexidade especifica de conhecimento, de forma os treinadores de ténis tratarem a resposta de serviço como uma técnica distinta e específica.


Quais são as informações mais importantes sobre a devolução da bola que devem ser instruídas aos atletas?
 A maneira de assegurar a raquete enquanto se espera o serviço é necessário dar importância à empunhadura do seu golpe favorito para responde- lo de forma eficaz  mas se o adversário tem uma percentagem maior de serviços dirigidos para o backhand deverá existir um timing de espera, com um determinado tipo de empunhadura. O jogador deverá posicionar-se o mais à frente possível, de forma esperar por um segundo serviço mais fraco ou curto, e mais atrás para um primeiro serviço mais potente a fundo do campo. O tempo do pequeno salto de antecipação é primordial, de forma o jogador deva estar assente com a zona plantígrada do pé (ground reation) ao salto, quando o adversário realiza o impacto na bola. O jogador terá menos tempo para armar o gesto técnico contra servidores de bom nível, onde é aconselhável que diminua o tamanho da sua preparação, com uma maior rotação do tronco mais em velocidade. Os jogadores que possuem a dominância lateral para uma rotação do tronco onde os tenistas são muito rápidos para rodar o tronco e armar um forehand, do que outros tenistas para um backhand. Este conjunto de informações pode ajudar o atleta a determinar a sua preferência, e responder ao serviço do adversário por um ou por outro lado, na eventualidade do serviço vier para cima do corpo. O cérebro dos atletas de alta competição habitua-se graduadamente com devoluções mais rápidas. Para antecipar a direção e o efeito do serviço do adversário é importante o atleta acompanhar a bola desde o início do lançamento e procurar a linguagem corporal mais subtil, na eventualidade do adversário mudar um pouco a posição do corpo para um serviço aberto. É mais fácil devolver exatamente a direção de onde veio a bola, do que mudar a trajetória da bola que só deve ser feito em serviços mais lentos e mais curtos. Devolver o serviço bem no fundo do campo e no meio contra adversários que servem e possuem um respeitável jogo de fundo de campo, poderá ser eventualmente uma excelente tática. Se o adversário serve e sobe à rede poderá ser uma das melhores soluções por as bolas nos pés.

Metodologia de treino a ser aplicada ao nível etário mais adequado
Durante o nível etário compreendido entre os 5 e 7 anos, um dos maiores conhecimentos que os treinadores devem transmitir na fase da infância é a importância do jogo lúdico para uma prática individualizada, com aplicação da bola contra uma parede. É considerada uma das brincadeiras lúdicas mais simples que estimula as crianças para uma melhor aquisição da velocidade de reação. A motricidade lúdica pode envolver bolas grandes a uma maior distância, entre a parede e a criança, que pode usar as duas mãos para jogar e recuperar. Com o tempo a dificuldade aumenta as distâncias e as bolas são cada vez menores, até chegar à de ténis, com o objetivo de arremessar e recuperar usando apenas uma mão na fase de preensão. Professores e treinadores podem incentivar as crianças a criar habilidades para rebater a bola contra a parede usando a raquete. Podemos concluir em diversas situações de prática isolada a parede é um grande amigo dos tenistas de todos os níveis etários. A complexidade em misturar habilidades simples e complexas na parede em situações arremessar, chutar e rebater, é também considerado um desafio interessante para assimilação de reportórios psicomotores ricos para as crianças.

No nível etário compreendido entre os 8 a 10 anos, o processo de ensino e aprendizagem do serviço é ideal para ter alguém do outro lado do campo que esteja aprendendo a devolver a bola, estabelecendo uma comunicação performativa. O planeamento das atividades em equipas duplas, no qual um atleta realiza o treino do arremesso enquanto o outro treina a fase de preensão; para posteriormente realizar o treino do serviço no campo do mini-ténis enquanto o outro responde. Um jogo simples que envolve equipas em colaboração de dois a dois no campo do mini-ténis é ideal, se as equipas formadas por duas pessoas conseguir servir por cima da rede e responder também por cima será uma grande vitória para ambos. A contagem pode ser como no jogo real: quinze, trinta, quarenta ou então por pontos até aos dez. Na eventualidade de um jogo ser difícil para os competidores de níveis etários mais baixos basta adaptá-lo para que consigam ter um determinado grau de sucesso abaixando a rede ou jogando sem rede, diminuindo as distâncias etc. Se a atividade envolver apenas dois participantes, adapte as regras para baterem recordes consoante o seu nível etário e nível técnico. Para atletas de melhor nível técnico basta aumentar a área do jogo de forma a aumentar a complexidade de serviço, devolvendo a bola em três quartos do campo ou na sua integridade total.

Se o nível técnico do grupo for alto pode-se colocar alvos para a resposta do serviço, iniciando com os alvos direcionados a determinados objetos. A marcação de pontos nas duplas que acertarem na área do serviço e na resposta será um fator de motivação.

No nível etário compreendido entre os 10 e os 12 anos, estimular o pensamento hipotético, utilizando estratégias de serviço e resposta ao serviço onde é altamente recomendável nesta fase por parte dos melhores especialistas da área. Os treinadores podem efetuar jogos nos quais os tenistas vão percebendo o impacto que causam com seu serviço e respetiva devolução. Se aos alunos marcam pontos, assim cada um tem direito ao serviço com duas bolas, no qual beneficia-se o Ace em três pontos; o serviço com resposta na rede ou fora vale dois pontos; o serviço em que o adversário responde no campo vale um ponto, e os erros de serviço na rede, ou fora são penalizados. Cada equipa servidora possui vinte bolas para jogar em que se somam os pontos ganhos, enquanto os recetores servem no final e por fim contam-se os pontos. Este jogo estimula servidores e recetores ao desenvolvimento da modalidade. Aqui também valem as adaptações de forma a diminuir os espaços, caso os alunos ainda estejam aprendendo a servir e a receber dependendo do seu objetivo táctico na aula, os treinadores devem supor que queiram trabalhar as respostas do serviço ao fundo do campo. Cada vez que um serviço for devolvido numa área delimitada ao fundo do campo, o servidor também não marca ponto.

O nível etário dos 13 anos em diante, os jogos podem ser criados para estimular a resposta ao serviço são infinitos e diversificados. As partidas de duplas são excelentes, pois promovem ainda mais as variações táticas, de forma a responder longe do atleta que se encontra na rede. Responder aos pés do servidor que subiu à rede ou então responder com o gesto técnico do lob contra ao tenista adversário que se encontra na rede, de forma angulado ou para o corredor cruzado. Se tiver apenas duas pessoas para praticar a modalidade vale a pena mudar as regras, como exemplo delimitar as áreas de forma a responder o serviço, na eventualidade da bola cair na zona do serviço delimitada, já marca um ponto de bônus, mas não pode sair da linha de fundo para responder ao serviço, senão o atleta perde o ponto. Só pode responder ao serviço o atleta que faça a técnica de topspin, ou responder em slice, se o servidor necessariamente subir à rede. Se o recetor necessariamente subir à rede numa perspetiva de uma devolução eficaz.

Christopher Brandão, 2019

 


04-06-2019, 12:58
A Importância do treino do footwork

A coordenação é a capacidade motora que promove a habilidade psicomotora mais importante no ténis competitivo, apesar do treino da capacidade da força nos últimos anos possa ter destacado pela sua importância, ao nível da grande potência dos variados gestos técnicos, atualmente desferidos no ténis de alta competição. A movimentação dos apoios denominados por um trabalho de footwork, traduz uma realidade diferenciada, que continua sendo a fronteira que separa os jogadores de top do ranking ATP dos demais. A coordenação pode ser definida como uma habilidade simples ou complexa de se movimentar, parar ou mudar de direção em prol de uma motricidade aleatória ou sequenciada através de um timing correto de preparação biomecânica do corpo, para uma melhor execução de um gesto técnico.

Relativamente ao planeamento de uma metodologia de treino, baseada num conjunto de exercícios orientados para o treino da capacidade da coordenação, deve-se reproduzir padrões psicomotores de movimentos biomecânicos similares aos que são executados durante o jogo, num princípio baseado na especificidade. A qualidade de uma sessão de treino, tem como objetivo final de demonstrar determinados padrões de movimentação standard que são utilizados pelos jogadores profissionais, com a intenção de demonstrar alguns exemplos de exercícios que podem ser executados, permitindo assim um rendimento da performance, consoante a eficiência dos padrões utilizados de base, que muitas vezes são sincronizados em 3 passos fundamentais, para uma boa movimentação dos apoios no campo ténis nomeadamente:

-Split step que consiste em criar um momento correto de abaixar o corpo pela ação da flexão dos joelhos que por sua vez provoca um determinado ground reaction da zona plantígrada das palmas dos pés, empurrando um dos apoios na direção da bola. O timing das impulsões é essencial e deve acontecer antes do adversário realizar o contato com a bola.  Os passos laterais desenvolvem a consciência cinestésica essencial, enquanto os passos cruzados recuperaram após o golpear da bola com um gesto técnico, estando o atleta o mais perto possível da linha de fundo. O passo transversal ajuda o jogador na velocidade da lateralidade e na rapidez, onde a componente chave de uma habilidade defensiva se encontra dependente do aumento da capacidade de mudança de direção bastante eficaz para distâncias curtas.

O jogador deve recuperar rapidamente ao centro do campo após uma batida de uma bola aberta, onde é considerado um dos movimentos biomecânicos mais importante, atendendo que exige um enorme grau coordenativo, onde é necessário combinar os movimentos simples e complexos. O membro inferior numa situação de movimento em abdução durante o gesto técnico de direita, o jogador desacelera o movimento rebatendo o corpo para uma mudança de direção, geralmente recorre a um passo cruzado que posteriormente leva à descida do seu centro de gravidade em direção ao membro superior esquerdo, de forma a finalizar com um passo lateral que permita a recuperação plena do jogador ao centro do campo, para que esteja preparado para o próximo batimento de bola. Este é considerado um movimento básico de padrão assumido por norma pelos atletas profissionais, cuja a eficiência economiza passos e aumenta a velocidade de deslocamento do atleta, na eventualidade do jogo ser competitivo, é necessário que o atleta tenha a intenção de se deslocar mais para o centro do campo através de uma ação realizada por uma motricidade de passos laterais, economizando 4 a 5 passos para a sua recuperação, gastando assim menos energia e ganhando mais tempo para uma certa eficácia cinesiológica baseado numa menor economia de esforço de jogo.

Perante todo o quadro situacional mencionado anteriormente, existe um conjunto de 3 exercícios fundamentais para o desenvolvimento dos apoios do footwork, nomeadamente exercícios que podem desenvolver a capacidade motora da coordenação e da força ao nível da musculatura necessária, para que o tenista aprimore a sua capacidade de recuperação em jogo deverá realizar uma metodologia de treino em várias sessões de:

1-Movimentação em 8

Colocar 2 cones a uma distância entre 3 a 5 metros. Iniciar pelo cone da frente considerado o primeiro, onde se deve movimentar com passos laterais, sem encostar um membro superior no outro membro durante o exercício, dando a volta por trás do cone oposto. Repetir o exercício dando a volta por trás do primeiro cone. Continue até completar o número necessário de repetições de forma a certificar a manutenção da posição postural flexionada a partir da articulação dos joelhos e do quadril.

2- Movimentação em V

Colocar 3 cones formando um triângulo a uma distância de 3 a 4 metros entre os cones para o jogador começar atrás de um cone, de forma a realizar um split setp a correr, dando a volta ao cone que se encontra à direita. Retornar ao cone inicial de forma realizar outro split step de forma correr no cone que se encontra mais à sua esquerda. O jogador deve continuar até completar o número necessário de repetições de forma a certificar se a sua postura mantém flexionada com a flexão das articulações dos joelhos e do quadril.

3- Passo cruzado no T

Usando a área de serviço, o jogador deve iniciar a corrida na linha do T de forma haja uma corrida lateral até à linha de simples, como se fosse executar uma espécie de rebatida. Deve pisar a linha e retornar cruzando o primeiro passo e utilizando um segundo passo lateral, tentando chegar novamente à linha do T. Deve continuar até completar o número necessário de repetições necessárias de forma a certificar–se de sua manutenção postural flexionada das articulações dos joelhos e quadril. Deve começar a treinar de um lado, por exemplo da direita e seguidamente treinar o outro apoio. Após dominar a técnica, deve repetir o exercício fazendo uma recuperação ativa com passos cruzados dentro das linhas da área do serviço.

 Christopher Brandão, 2019

28-05-2019, 11:50

Sobre mim

é um clube que aposta na massificação jovem de forma possa adquirir um quadro de referencias de jogadores mais competitivos

Contatos

Email
Mensagem

cedore

é um clube que aposta na massificação jovem de forma possa adquirir um quadro de referencias de jogadores mais competitivos